03 fevereiro 26

Uso da integração do MAGENTA™ com time‑lapse para ajudar a identificar fatores embrionários versus uterinos na perda gestacional recorrente após FIV

Poucas situações na medicina reprodutiva são tão devastadoras quanto a perda gestacional recorrente após a FIV. Depois de todo o esforço para formar um embrião euploide e constatar a implantação, vivenciar um aborto espontâneo pode ser devastador.
 
Almejar uma gestação bem-sucedida no futuro e ajustar o plano de tratamento de acordo exige uma compreensão mais profunda da causa subjacente: isso se deve à semente (o embrião, que reflete a qualidade dos oócitos e do esperma) ou ao solo (o ambiente uterino)?
 
A paciente deve considerar um doador de esperma ou de óvulos? Uma gestante substituta? Ou tentar novamente transferir o embrião, porém com ajustes de protocolo e maior suporte no início da gestação?
 
É aqui que a pontuação de oócitos por IA do MAGENTA™, combinada com a morfocinética embrionária em time‑lapse, fornece uma forma objetiva de avaliar tanto a qualidade dos oócitos quanto o desenvolvimento embrionário inicial — a semente.

EXEMPLO DE CASO DE PACIENTE:

PERFIL DE PACIENTE DE EXEMPLO:

  • Idade: 34 anos
  • História: três perdas gestacionais consecutivas (7-10 semanas) após 2 ciclos de FIV e 3 FET (Transferência de Embrião Congelado) com embriões euploides.
  • Reserva ovariana: AMH 22 pmol/L → 10–14 oócitos MII por ciclo.
  • Embriologia: múltiplos blastocistos de alta qualidade gerados em cada ciclo.
  • PGT-A: ≈ 40 % euploides – compatível com a idade.
  • Espermograma: parâmetros normais, incluindo fragmentação de DNA.

PERGUNTA CLÍNICA:

A perda gestacional recorrente decorre de má qualidade embrionária determinada pelos oócitos (Ref), de receptividade uterina subótima ou de ambos?

INVESTIGAÇÕES ADICIONAIS:

🥚 Dados de oócitos e embriões (semente)

  1. Pontuação por IA do MAGENTA™ de oócitos MII desnudados para avaliação objetiva da qualidade dos oócitos.
  2. Acompanhamento embrionário com time‑lapse para tempo de clivagem, multinucleação e cinética de formação de blastocisto.

🌿 Dados endometriais (solo)

  1. Ultrassom 3D/Doppler para avaliar o volume endometrial, a integridade da zona de junção e o fluxo sanguíneo uterino. 
  2. Histeroscopia para descartar alterações anatômicas sutis.
  3. Biópsia endometrial avançada ou outros testes funcionais, conforme indicação.

💡 Integrar os dados de semente e solo ajuda os clínicos a identificar o verdadeiro fator limitante, em vez de tratar ambos empiricamente.

CONDUTA CLÍNICA:

1. Se as pontuações do MAGENTA™ forem baixas e as investigações uterinas forem normais → suspeitar de um problema da semente.
 
Você pode considerar:
  • Otimizar a qualidade dos oócitos por meio de suplementação direcionada e hábitos de vida saudáveis.
  • Ajustar os protocolos de estimulação com adjuvantes focados em melhorar a qualidade dos oócitos.
  • Discutir a doação de oócitos se as pontuações baixas persistirem apesar das intervenções e os desfechos continuarem insatisfatórios.

📊 MAGENTA™ fornece dados objetivos para direcionar o tratamento à qualidade dos oócitos como causa subjacente da perda gestacional recorrente e evitar investigações ou procedimentos uterinos desnecessários.

2. Se as pontuações do MAGENTA™ forem altas/normais, com morfocinética robusta e um embrião euploide que implantou → suspeitar de um problema do solo.

Você pode considerar:

  • Prosseguir para biópsia endometrial avançada e testes de receptividade.
  • Reavaliar a estrutura da cavidade uterina por meio de exames de imagem mais avançados ou histeroscopia.
  • Personalizar o preparo endometrial por meio de ajustes individualizados do protocolo de FET.

💡 Isso garante que o foco se direcione adequadamente para o útero quando o oócito não é o fator limitante.

VALOR CLÍNICO DO MAGENTA™ NESTE CASO:

A perda gestacional recorrente após a FIV pode ter origem tanto na semente quanto no solo. Ao integrar a pontuação de oócitos por IA do MAGENTA™ e acompanhamento embrionário com time‑lapse, os clínicos passam a dispor de uma ponte quantitativa entre a qualidade dos oócitos e o desempenho embrionário. Essa abordagem de dupla lente substitui a incerteza por maior clareza, orienta intervenções personalizadas e baseadas em dados e ajuda as pacientes a entender onde concentrar seus próximos passos.

Se você achou esses exemplos úteis para entender como o MAGENTA™ pode ser incorporado em sua clínica ou se tiver comentários sobre outros aspectos relacionados ao uso das avaliações de qualidade de óvulos da Future Fertility, compartilhe conosco em info@futurefertility.com.

Referência sobre o papel da qualidade dos oócitos na qualidade embrionária:

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